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Conviver com cães pode melhorar a saúde respiratória de bebês

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12 de ago. de 2026
Há 8 h atrás
Conviver com cães pode melhorar a saúde respiratória de bebês
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Os cachorros podem trazer mais benefícios às crianças do que se imaginava. Um novo estudo sugere que certos micróbios presentes na poeira doméstica e associados à presença de cães podem favorecer a saúde respiratória durante o primeiro ano de vida.

Entenda

O estudo acompanhou 368 crianças desde a gestação até o primeiro ano de vida.

Os pesquisadores analisaram microrganismos presentes na poeira das casas, especialmente aqueles associados à presença de cães.

Certos micróbios relacionados aos cães foram associados a menos infecções respiratórias, episódios de febre e uso de antibióticos nos bebês.

Oito grupos de microrganismos explicaram entre 10% e 23% do efeito protetor observado em pelo menos um dos indicadores de saúde.

Os autores ressaltam que outros fatores podem influenciar os resultados, como hábitos domésticos e um estilo de vida com mais atividades ao ar livre.

Detalhes do estudo

Pesquisadores do Instituto Finlandês de Saúde e Bem-Estar, do Hospital Universitário de Kuopio e da Universidade da Finlândia Oriental, examinaram 368 crianças desde a gestação até o primeiro ano de vida.

Os pais registravam semanalmente informações sobre a saúde de seus filhos, incluindo febre, infecções de ouvido e uso de antibióticos, enquanto os cientistas analisavam amostras de poeira coletadas na casa da família quando os bebês tinham cerca de 2 meses de idade.

A equipe se concentrou em bactérias e fungos previamente associados à posse de cães e investigou se esses micróbios poderiam ajudar a explicar as aparentes vantagens para a saúde observadas em crianças que convivem com cães.

Resultados

Os resultados, publicados na revista Pediatric Allergy and Immunology, sugerem que certos micróbios associados a cães podem proteger parcialmente os bebês contra doenças respiratórias.

Oito grupos de microrganismos associados à presença de cães explicaram, individualmente, entre 10% e 23% do efeito protetor relacionado a pelo menos um dos indicadores de saúde analisados. Entre eles, a bactéria do gênero Pasteurella apresentou a associação mais forte com a redução do número de semanas em que os bebês tiveram febre.

Os pesquisadores também identificaram três grupos bacterianos relacionados à presença de cães que explicaram cerca de um quarto da redução no uso de antibióticos entre os bebês expostos a esses animais.

O que o estudo sugere

Segundo os autores do estudo, as descobertas reforçam a crescente evidência de que o ambiente microbiano encontrado durante a primeira infância desempenha um papel importante na formação do sistema imunológico em desenvolvimento.

“Neste estudo, mostramos que gêneros bacterianos e fúngicos associados a cães, ou suas combinações, presentes na poeira doméstica podem explicar até um quarto das associações entre a presença de cães e uma menor prevalência de infecções respiratórias durante o primeiro ano de vida“, relata a equipe.

Os pesquisadores, entretanto, afirmaram que outros fatores não foram examinados no estudo, como um estilo de vida mais voltado para atividades ao ar livre entre famílias que possuem cães ou hábitos domésticos compartilhados.

Metrópoles

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