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Presidente do Paraguai renuncia ao cargo após escândalo financeiro

presidente do Paraguai, Santiago Peña, anunciou nesta quinta-feira (5) sua renúncia formal ao cargo, em meio à abertura de um processo de impeachment. A decisão ainda depende da aprovação do Congresso paraguaio. Caso seja oficializada, o vice-presidente Pedro Alliana deverá assumir a Presidência.
Em pronunciamento gravado e divulgado nas redes sociais, Peña afirmou que a saída busca preservar a estabilidade do país, a paz social e as instituições democráticas. O mandatário classificou o momento como um dos mais difíceis de sua vida e destacou a importância de garantir a devolução dos recursos e o cumprimento das obrigações do fundo de garantia de depósitos.
A crise política está relacionada ao fechamento do banco Ueno, ocorrido na terça-feira (3), após o Banco Central do Paraguai iniciar o processo de liquidação da instituição. A medida foi motivada pela identificação de um déficit nos índices de solvência, associado a empréstimos concedidos a empresas vinculadas.
Peña, economista que assumiu o governo em 2023, foi acionista do Grupo Vázquez, proprietário do banco, até março do ano passado. A instituição possuía aproximadamente 3 milhões de clientes e concentrava cerca de US$ 850 milhões em depósitos públicos, equivalentes a aproximadamente R$ 4,6 bilhões, incluindo recursos do Instituto de Previdência Social.
O episódio provocou repercussões políticas e financeiras, ampliando a pressão sobre o governo paraguaio.
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